Não parecia real.
2.
Não conseguia entender o porquê de eu não me enxergar. Não conseguia entender a razão de eu enxergar as outras pessoas. Sendo apenas elementos do mundo que eu criei, feitos pelo meu só ser. Representações do meu eu. Lembro do cheiro do meu travesseiro.
3.
O tempo parecia se esvair. Acho que o meu tempo já acabou. Não era isso que eu pensava. Pensava ter acabado porque eu queria que acabasse. Olhei em minha volta, estava escuro. Não os via. Meus olhos começaram a se fechar. Minha mente se retraiu. Será dormir enfrentar a escuridão de ver e não entender?
4.
Algo brilhava, absorvia minha necessidade de dormir. Pontos grandes ou pontos pequenos, amarelados ou luminosos, faziam-me pensar. Primeiro desconforto foi o de não poder admirá-los por tanto tempo. Elas passam em instantes como murcham as rosas. Não dormia até que dormisse.
5.
Árvores invadiam meus olhos com seus braços, seus sons e sua cor. Gastava meu precioso tempo ao observar as diferentes formas, criaturas e movimentos. A árvore era maior que eu. Não a conseguia observar totalmente. Como eu poderia ser o criador de tudo se nem tudo eu via? Senti-me impotente por um momento.
6.
Horas eram gastas em uma abertura. Extensa mancha azul composta por manchas outrora brancas, se coloriam. Alaranjadas ou rosas, faziam-me pensar. Mundo perfeito era o que eu tinha feito.
7.
Não parecia real. Satisfação. Única coisa que eu sentia ao pensar sobre a grandiosidade das coisas. Não sabia como, achava-me inferior a elas. Incapaz de entender. Talvez fosse o cansaço.
Horas eram gastas em uma abertura. Extensa mancha azul composta por manchas outrora brancas, se coloriam. Alaranjadas ou rosas, faziam-me pensar. Mundo perfeito era o que eu tinha feito.
7.
Não parecia real. Satisfação. Única coisa que eu sentia ao pensar sobre a grandiosidade das coisas. Não sabia como, achava-me inferior a elas. Incapaz de entender. Talvez fosse o cansaço.
8.
Outro mundo existia. Cheguei em um local semelhante, porém liberto. Pensava e pensava. Não queria perder a possibilidade de desvendar meus frutos. Fui pra outro local, foi algo instantâneo. Não consegui distinguir como fui parar ali. Sentia-me perdido e incapaz. A grandiosidade parecia ser incontrolável. Pior, parecia me controlar. Não queria mais dormir.
9.
Acordei. Admirações riam de mim. Desmoronava-se meu mundo. Não fui eu que o fiz, foi ele que me fez. Controlável, derrotado e sozinho. Não queria mais pensar. Tudo que eu fazia era pensar. Prendia minha cabeça à medida que meus pensamentos queriam se libertar. Tentava não ver. Fechava o que me fazia ver. Não adiantou. Tampava o que me fazia ouvir. Não adiantou. Tentava gritar, até me deitar. Por que as criei?
10.
O cheiro do meu travesseiro. Foi quando senti algo diferente, mesmo que numa situação semelhante. Uma admiração. Não podia ser real. Mesmo que todas as outras tenham ido embora, qual o motivo desta? Reflexões da minha mente, era o que tudo significava?
11.
Efeito desconcertante foi o de lembrar. Lembrei dos risos. Como podia ser feito por mim se me fez sentir tão mal? Eu queria me fazer sentir mal? Não, claro que não. Me lembrava do sonho. Como eu podia pensar em algo sem querer pensar? Eu queria admirar? Não, claro que não. Haviam rido de mim. Dúvidas me levavam para o lado que eu parecia querer, mas porque querer algo que eu não conhecia? Não parecia ser o que devia ser. Ambas partes tinham pensamentos semelhantes aos meus. Meu sensível monólogo se quebrara. Não queria mais pensar. Parecia alimentar de mim.
12.
Não conseguia. Quem eram essas duas pessoas dentro de mim? O diálogo era ilusório entre eles. Ambos eram o mesmo. Mais uma das minhas criações, só podia ser. Como alguém controlaria algo que eu pensei a não ser eu? Frente a grandiosidade do mundo, como eu controlaria algo que pensei? Eram perguntas menores do que eu.
Outro mundo existia. Cheguei em um local semelhante, porém liberto. Pensava e pensava. Não queria perder a possibilidade de desvendar meus frutos. Fui pra outro local, foi algo instantâneo. Não consegui distinguir como fui parar ali. Sentia-me perdido e incapaz. A grandiosidade parecia ser incontrolável. Pior, parecia me controlar. Não queria mais dormir.
9.
Acordei. Admirações riam de mim. Desmoronava-se meu mundo. Não fui eu que o fiz, foi ele que me fez. Controlável, derrotado e sozinho. Não queria mais pensar. Tudo que eu fazia era pensar. Prendia minha cabeça à medida que meus pensamentos queriam se libertar. Tentava não ver. Fechava o que me fazia ver. Não adiantou. Tampava o que me fazia ouvir. Não adiantou. Tentava gritar, até me deitar. Por que as criei?
10.
O cheiro do meu travesseiro. Foi quando senti algo diferente, mesmo que numa situação semelhante. Uma admiração. Não podia ser real. Mesmo que todas as outras tenham ido embora, qual o motivo desta? Reflexões da minha mente, era o que tudo significava?
11.
Efeito desconcertante foi o de lembrar. Lembrei dos risos. Como podia ser feito por mim se me fez sentir tão mal? Eu queria me fazer sentir mal? Não, claro que não. Me lembrava do sonho. Como eu podia pensar em algo sem querer pensar? Eu queria admirar? Não, claro que não. Haviam rido de mim. Dúvidas me levavam para o lado que eu parecia querer, mas porque querer algo que eu não conhecia? Não parecia ser o que devia ser. Ambas partes tinham pensamentos semelhantes aos meus. Meu sensível monólogo se quebrara. Não queria mais pensar. Parecia alimentar de mim.
12.
Não conseguia. Quem eram essas duas pessoas dentro de mim? O diálogo era ilusório entre eles. Ambos eram o mesmo. Mais uma das minhas criações, só podia ser. Como alguém controlaria algo que eu pensei a não ser eu? Frente a grandiosidade do mundo, como eu controlaria algo que pensei? Eram perguntas menores do que eu.