quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O primeiro contato com o medo surge da imaginação. A imaginação é um ato instintivo. Ela parte da consciência, que projeta imagens semelhantes ou não do seu modelo. O instinto surge da necessidade de entender algo que não pode ser explicado pela percepção. Portanto, um objeto criado pela imaginação é diferente de um objeto percebido. O objeto percebido é incompleto, pois a percepção é sempre incompleta e restrita. Não há total entendimento sobre um objeto percebido. Por outro lado, o objeto imaginário é completo, pois permite a projeção de outros ângulos de pensamento. Mesmo que completo, este objeto não gera conhecimento além do que se pode perceber. O imaginário não é suficiente para determinar a natureza de algo, pois parte de algo que não é total e foi criado pela consciência de um. Contudo, existe uma tendência a acreditar que o imaginário é real. A insegurança e a incerteza levam um indivíduo a atribuir valores sob os pensamentos criados, moldando-os para que sejam reais dentro de sua consciência, mesmo que nunca tenham passado pela sua percepção. Com isso, cada indivíduo torna real o que o seu imaginário pensou. O fantástico é o imaginário que se fez real. Nada mais que um preenchimento de um vazio que o incomodava. Nada mais do que a fuga da escuridão de pensamento. Nada mais do que a fuga do preto e branco, pela pintura de uma parede que jamais devia ser pintada.

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